Movimento Cívico Concertação Nacional
Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010
Portugal: País de viciosos
Os "pais" da Nação andam sobre-nutridos, derivado à questão. Qual questão? À questão que se apresenta ante a problemática. Que problemática?! Na óptica deles nenhuma!
Isto assim ainda acaba mal! É necessário prescrevermos uma dieta inteligente, que corrija, os desregramentos alimentares dos nossos barões e arlequins.
A direita, pratica uma alimentação riquíssima em gorduras (salários elevados, sinecuras, prebendas, etc.) e, hidratos de carbono de assimilação rápida (acumulação de reformas douradas, enquanto ainda estão no activo!),e isto, sem praticamente levantarem o cu da poltrona! A falta de exercício físico complica, e muito, estes desvios alimentares. Acresce, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, só assim se explica, as medidas parlamentares por si preconizadas.
Recomenda-se pois, que passem a comer e, a beber menos às refeições, sem suma: a trabalhar mais em prol de Portugal e dos Portugueses. Se o fizerem, perderão facilmente a gordura abdominal, que ostentam em suas silhuetas.
Quanto à esquerda, têm que parar imediatamente, com essa conversa da dieta macrobiótica, e dos vegetais verdes, pois assim, o País atravessará os mares de jangada! Comprem uns víveres mais substanciais e, usem umas gravatas de vez quando, mas vejam lá, não exagerem! Nada de cores garridas!
Direita e Esquerda, duas faces, uma só moeda! Para mal dos nossos pecados, a moeda não é de grande valia, precisa de ser polida, e lustrada. Talvez assim, os "nossos tutores", pensem em algo mais, do que encher a pança, à custa e à conta do erário público.
Dá vontade de dizer: ide trabalhar mandriões!
Nuno Capucho Sampaio
Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
O Bom do Rafael
Crescendo em família de refinados artistas, pode-se dizer que a arte lhe estava nos genes, - seu irmão foi o renomado pintor Columbano Bordalo Pinheiro -, e mercê duma torrencial e, penetrante inspiração, traçou retratos finíssimos das peripécias assistidas por si, durante a sua apoteótica e conseguida passagem pela terra.
Foi o criador da figura icónica do “Zé-povinho”, ou simplesmente “Zé”, e da sua inseparável companheira “Maria da Paciência”. Todos os traços característicos do português, se revelam nessa obra de inquestionável valor filosófico: o comodismo, a preguiça, o fatalismo, o deixa andar…
A sociedade de então já se não encontrava estratificada em classes sociais, a saber: clero, nobreza e povo. Este último já havia abandonado o epíteto de “João Murteira” ou “João da Morte”, por lhe ser à época sofrível prover à sua subsistência e à da sua prole. O vindouro "Zé" labutava ainda a terra dos nobres e, sofria na carne e na alma as agruras duma vida penosa.
Os "ventos" trouxeram consigo mudanças à vida do “João”, e o eclodir da Revolução Industrial (séc. XVIII) introduziu transformações relevantes. Até ao séc. XVIII a vida era essencialmente rural, e artesanal, porém, o surgimento da máquina, propiciou o despontar de novas indústrias. Foram muitos os que acudiram às cidades, em busca de empregos, e a nova aurora, trazia consigo renovadas esperanças de tempos melhores.
Fontes Pereira de Melo (político, 1819 - 1887) foi o grande responsável pela introdução do comboio em Portugal, tendo recorrido para o efeito, a empréstimos ao exterior, para levar avante a ambicionada e ambiciosa empreitada. Muitas vozes se levantaram contra, inclusive a do memorável historiador Alexandre Herculano (1810 – 1877).
A vida seguiu o seu curso, e as transformações políticas ditaram o fim do regime monárquico em Portugal, os ares ideológicos de então clamavam pela “sensual” e livresca República. E com ela aportaram os direitos, liberdades, e garantias dos povos. Foram dias conturbados, os palmilhados pelo País desde 1910 (data da implantação da República em Portugal), chegando mesmo a estar à beira da bancarrota. Por essa altura (1ª República) “assentou praça” no governo, um senhor com ar sério e grave, chamado António Oliveira Salazar, tendo-lhe sido entregue a pasta das finanças. Fruto de inteligente e sábia gestão, restabeleceu o equilíbrio financeiro. A desordem e anarquia anteriormente vividas, eram já retalhos de um fantasma do passado.
Por toda a Europa grassavam novas ideologias, desde o monstruoso hitleriano nacional-socialismo de má memória, assente na depuração da raça humana, passando pelo utópico e “bem intencionado” marxismo-leninismo, filosoficamente construído em torno da ditadura do proletariado, na reforma agrária, e no combate ao capitalismo, considerado a raiz de todos os males, até ao fascismo de cariz nacionalista, cujo um dos exemplos máximos, creio ter sido o regime de Benito Mussolini “il dulce” (o chefe), cujo sonho era fazer renascer das cinzas, qual “Fénix”, a outrora e omnipotente Roma.
É preciso dizer que regra geral, os regimes fascistas de que são exemplo Portugal e Espanha, foram respostas às tentativas de conversão, perpetradas pelos exércitos vermelhos e afins. Não obstante, os atropelos cometidos na violação dos direitos humanos, seja por que regime for, são sempre condenáveis e moralmente deploráveis; mas é de elementar justiça e seriedade intelectual, admitir que uns são mais censuráveis (bárbaros) do que outros.
Após o fim da 2ª guerra mundial (1939 - 1945), os países detentores de colónias, iniciaram as respectivas descolonizações, libertando os povos colonizados do seu jugo imperial. Portugal e Salazar não seguiram por essa via e, esse terá sido um dos erros do grande e honrado estadista. Uma nova página da história, estava prestes a ser escrita: assistiu-se ao desmoronar do regime salazarista e, ao nascimento da Primavera abrilista (Revolução de 25 de Abril), e com ela novamente se anunciaram resplandecentes amanhãs canoros. Mas o coração dos homens é facilmente corruptível…
Os oposicionistas ao regime tinham agora “campo aberto”, e não perderam tempo com as nacionalizações, reformas agrárias, intolerâncias várias, entre outras coisas mais: os ares troaram e a balbúrdia se instalou, com sucessivos governos a não se entenderem, por mais “panelinhas” que conjurassem.
E porque o tempo, nobre e errante vagabundo não cessou o seu caminhar inexorável, logo determinou que assentassem arrais, os novos e fresquíssimos representantes da Nação. Portugal aderia à CEE corria o ano de 1986 (comunidade económica europeia), hoje UE (união europeia), e a fartura (leia-se regabofe) instalou-se, professava-se então o betão, religião sagrada na arte de bem construir, sucediam-se os sacos azuis, verdes, vermelhos, amarelos às bolinhas, etc., contemplando sobremaneira os intrépidos apostadores do “totobola” (na altura ainda não havia euro milhões). A educação – “vox clamantis in deserto” –, foi continuamente sendo desprezada, com as consequências que hoje enfrentamos (o que nos tem valido é a estatística!).
Novos países deram entrada na UE, e os fundos comunitários inicialmente percepcionados e, “eximiamente” aproveitados, tornaram-se residuais, por outras palavras: o grande urso havia hibernado. O País perdera uma excelente oportunidade, de amenizar a tão propalada e, veiculada crise actual.
Chegados a este ponto, apontam-se soluções à boa maneira portuguesa: aumento dos impostos, congelamentos salariais, atentados desumanos ao Estado Social (como a prática tem revelado apesar das boas intenções iniciais…) etc., a “época do proletariado” (que de facto nunca passou da teoria à prática…como passar se a teoria já de si era errática?!), foi substituída pela opulência e fraudulência capitalistas.
Por mais revoluções que irrompam, os mais fracos hão-de continuar a ser sempre manipulados (e sugados até ao tutano!) pelos mais fortes, e isto independentemente de quaisquer ideologias e dos seus intérpretes. Os que outrora eram perseguidos e maltratados pelo regime, trepam ao poder, apossam-se do aparelho estatal, passando uma imagem de benquistos. Os que se encontravam no topo, são purgados, e muitos se exilam no exterior, aguardando pelo dia do juízo final (dia aliás, consagrado a todos, à margem de credo, nível de riqueza ou pobreza, raça, ideologia, etc.).
O “Zé” retratado pelo nosso Rafael, há-de continuar sempre na mesma, fatídico e crónico, coxo culturalmente, acomodado, em suma: um autêntico néscio, que a mais não aspira, do que ser a mula de carga, dos regimes pensados por grandes e espaçosos “filósofos”. Resta-nos fazer algo mais do que a personagem de barro: não basta difundir o manguito e, acomodar-nos à situação actual, é preciso mantermo-nos acordados, vívidos, edificantes no pensamento e na acção, em prol de um Portugal melhor, para os que já cá andam, e para as gerações futuras (em acto de fé e de amor universal!). Urge encontrar formas inteligentes e pacíficas, de nos protegermos contra a “vil miséria”, e a paralisia impingida, apesar da aparente discussão “profícua” em torno de “grandes” temas nacionais.
Os partidos continuarão a fazer o que sempre fizeram: "a puxar a brasa" aos do seu partido. Continuarão a “afunilar-se” no grande mercado dos votos, esquecendo as matrizes ideológicas (o que é isso!?) e, posicionando-se no espaço e no tempo da melhor forma estratégica, tudo fazendo para arrecadarem os imprescindíveis e sacros votos, sem os quais, jamais sentarão o “hemorroidal” nas poltronas "mágicas".
No parlamento é vê-los profusamente, regra geral: a armarem umas arruaças, a falarem ao telemóvel, a lançarem umas propostas “porreiras” quando sobem ao púlpito da oratória, a travarem-se de ocas razões. Uma vez finda a tertúlia parlamentar, convivem e confraternizam nos círculos sagrados do poder, bebendo uns uísques, sugando a teta da grande vaca sagrada – o cidadão. O seu símbolo é assaz conhecido: a cornucópia, corno sagrado da abundância!
E agora? Que fazer ante este estado de coisas? Muito há para fazer diria eu! Se sentis o vosso “ilustre peito lusitano" em nobre chama, se os vossos corações se debatem com inconformismo, não se detenham no recanto de vossos lares, desloquem-se à urna e digam presente; mesmo se o branco ou o neutro forem as opções que melhor expressam o que vos vai na alma. De outra maneira continuarão a ser portugueses de segunda, sem opinião, meros títeres, apáticos e inaudíveis, tal e qual o “Zé” do Rafael.
Força Portugueses, ainda não dissemos a última palavra, haja fé, esperança e acção construtiva!
Nuno Capucho Sampaio
Onde é que pára a polícia?
Sempre que passo, por qualquer um destes locais afamados, cumprimentam-me acenando “alegremente”, e “simpaticamente” mostram-me um objecto de que se fazem religiosamente acompanhar numa das manápulas. A princípio pensei tratar-se de haxixe e, que os excelsos camaradas andavam distraídos. Mais tarde fiquei de cara à banda! Então não é que se trata aparentemente de carvão e, que os crédulos e ingénuos “feirantes” andam equivocados e, nem sequer imaginam andar a vender gato por lebre! Já era altura de alguém lhes dizer! O pior é que aquelas carantonhas assustam qualquer (i)mortal… só a autoridade nos pode valer!
Eu sei que os senhores polícias a têm cada vez menos, (e nesta matéria dou razão àquele senhor que de vez em quando diz umas coisas muito acertadas…qualquer coisa Portas, creio ser esse um dos seus apelidos), e à semelhança do que se passa na escola, onde o professor desfilava antigamente como modelo da disciplina e do ensino(outro instituto caído em desgraça e vil tristeza), lutam desesperadamente contra a falta de meios humanos e técnicos, para cumprir o que lhes está cometido por lei: manter a ordem e a “salubridade” públicas. A não ser que estejamos em face de um conflito de competências, com a famigerada organização "mui" organizada Asae! Mas assim é demais! Sempre que ouso sequer por o pé num daqueles míticos lugares, sou bafejado com a presença dos esforçados “comerciantes”! O nosso Marquês de Pombal que era um tipo distinto, de boa cepa, homem de grandes feitos e de carácter inquebrantável (vá lá! Roam-se de inveja alcoviteiro (a)s da política!), não haveria de gostar que lhe manchassem a menina dos seus olhos: a pitoresca e arquitectónica baixa pombalina.
Por muito boa vontade que se tenha, ele há coisas que se não podem consentir! Então querem lá ver que os foliões, não têm sequer alvará que os habilite! Na prática os seus actos configuram uma situação de concorrência desleal. É seu dever pagar uma taxa à Câmara Lisbonense – agremiação de fins públicos de altíssimo coturno, e paradigma exemplar da boa gestão –, uma taxa por utilização de um bem do domínio público: o passeio de todos nós.
Numa altura em que se discute a falta de fundos estatais, para fazer face à crise que aí vem (só para alguns felizes contemplados…) e, que a todos há-de comer (se bem que a ser comidos já andamos há muito…desde tempos imemoriais!), talvez não fosse má ideia, começar-se a tributar os mencionados cavalheiros! Abrindo-se uma excepção para aqueles que se apresentem impecavelmente barbeados e trajados! Se cumprirem escrupulosamente estas condições, podem continuar a exercer fecundamente, despreocupadamente e, despudoradamente, a sua actividade económica, e a ganhar o pão de cada dia, que o "tuga" admite!
A verdade é que isto talvez não seja assim tão importante…É somente um eloquente e gritante retalho do Portugal da actualidade! Uma pérola perdida no vasto e imenso oceano português! “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, e se o “mundo é composto de mudança” então Portugal também precisa de mudar. Mas a este ponto?! C`os diabos!
Portugal permanece a nau intemporal de outros tempos? Ou anda esquecido do que foi e sobretudo inconsciente daquilo que pode ser? É hora de aportar a novas políticas e, rasgar os mares estatizantes do nosso espectro político-partidário!
Nuno Capucho Sampaio
Quarta-feira, 21 de Julho de 2010
Mudanças
Agora lembraram-se de elaborar um anteprojecto de alteração ao texto constitucional, concebendo modificações à lei fundamental do País no capítulo dos direitos sociais, entre outras coisas. Sopro de balão…diria eu! Madre mia! Esta malta nunca se cansa? Aduzem a insustentabilidade financeira deste modelo de Estado…blá…blá…blá…aqui há gato escondido com rabo de fora!
Uma das áreas em destaque é a laboral: ao que parece é intuito deste “grande, abnegado e altruístico” partido, permitir às entidades patronais despedir os trabalhadores sem justa causa, por meio de um artifício engenhoso: quando haja “razão atendível”. C`os diabos! Não vos cheira a queimado desse lado? Perdoa-lhes Sá Carneiro, pois eles não sabem o que fazem! Ou será que sabem?!
Se esta aberração for aprovada, equivale a passar um cheque em branco aos empregadores, respaldados por via constitucional a despedir um trabalhador, sempre que lhes der na real gana! Adopta-se um critério cego, desumano, vago, dúbio, discricionário, deixando ao livre arbítrio dos “prudentes julgadores” a decisão de prescindir dos serviços de um qualquer (salvo algumas “honrosas” excepções…) subalterno…Deus tende piedade de nós, e não os deixais cair em tentação, mas livrai-nos do mal…Ámen!
O Estado está falho de divisas? Quereis colocar mais encargos (financeiros, sociais, etc.) em cima do lombo já sobrecarregado dos cidadãos? E quais os benefícios a colher? O que nos dão em troca meus Senhores? Políticas da terra queimada? Alianças com autocratas de África e América Latina? Sinecuras para vós e vossas famílias? Salários desregrados para gestores públicos? Derrapagens financeiras? Mais assessores na Assembleia da República? Mais limusinas? Venda e delapidação do património português? Por qué no te callas?!
“Ínclita” geração! Cortem nas regalias, benesses e outras prebendas; reestruturem a educação (façam-nos o favor de esquecer os (in) sucessos estatísticos e adoptem como critérios o rigor e a qualidade); apoiem as pequenas e médias empresas; parem as grandes obras públicas (as gerações seguintes irão pagar esta factura…); incentivem os jovens empreendedores, facultando-lhes os meios necessários à abertura dos seus negócios (gerando por essa via postos de trabalho); analisem a saúde financeira dos bancos (o Banco de Portugal dorme no posto…), e não se armem em dramaturgos de 5ª categoria!
Estamos à beira da bancarrota? Façam como fez o Presidente Roosevelt na América aquando do grande “crash” de 1929, fechem os bancos por 4 dias e reabram apenas os que apresentarem contas “respiráveis”. Regulem o capital desregulado, abram caça aos especuladores, mandem os “Eliots Nesses” atrás dos “Al Capones” deste País, e verão as albardas estatais a rebentarem pela costura.
Mais uma farpa: O Sr. Dr. Alberto João Jardim, campeão dos campeões, sufragado democraticamente eleição após eleição, intimado a comentar o anteprojecto do PSD de alterar a Constituição, respondeu nos seguintes termos: “este não é o meu PSD! Se me expulsarem é um favor que me fazem!” Tirem as vossas ilações…
Estocada final: aonde é que isto vai parar? Uma Direita nédia (pronto está bem! Neo-liberal), combinada com uma Esquerda anquilosada…venha o diabo e escolha!
Veredicto final: Não há volta a dar! Esta política de cloaca já era! É hora da extrema-unção! Um requiem pela 3ª República… Dá-lhe Mozart!
Nuno Capucho Sampaio
Terça-feira, 20 de Julho de 2010
A arte de bem legislar
Há que atender às idiossincrasias do País, às questões a regular, identificar os efeitos externos (positivos e negativos) da nova lei, e só então, após uma análise muito aturada se devem lançar leis, na justa medida dos interesses a regular.
O Direito pode ser definido como um conjunto de normas destinadas a regular a vida em sociedade, disciplinando as relações humanas em vários domínios. Existindo interesses e ambições próprias de cada ser, é natural que sobrevenham antagonismos, desavenças, cobiças desmesuradas, etc; tem sido esta a história da humanidade, com as repercussões sobejamente conhecidas.
Esse corpus de leis – o Direito –, deve ser coerente no seu todo, funcionar em bloco, relacionar-se harmoniosamente nos vários domínios (família, laboral, entre outros). Existem premissas comuns a todo e qualquer ramo, assim como encontramos peculiaridades em cada disciplina jurídica a necessitarem de tratamento particular. Quando se legisla deve atender-se a essa situação, e não conceber leis “párias”, nos antípodas do aconselhável. Rogo-vos encarecidamente “obreiros” de leis, não apliquem a máxima: “escrever direito por linhas tortas”, sai algaraviada da grossa!
Tenho para mim uma teoria cabalística: os nossos digníssimos, honradíssimos, benquistos, “patrícios” já o fazem propositadamente com o intuito de instalar a balbúrdia, gerar insegurança e diferendos jurídicos, de modo a proteger certos interesses, enfim os compadrios do costume…patrocinados pelos costumeiros videirinhos –, e os “plebeus” que se lixem!
Nada mais se me apraz dizer por ora, mas degustem esta iguaria: quem exerce um mandato em nome do povo, representando em plena casa (ou paróquia?) da democracia, deveria poder acumular funções de administração da justiça? Qual é a classe de profissionais – muitos deles honrados – (desta feita falo a sério! Juro!), em causa? Sabem? São esses mesmos! Porreiro pá...C`os diabos! Isto é mesmo um fartar vilanagem…
Até onde nos conduzirá a “Lusitana Paixão” dos timoneiros deste País?
Nuno Capucho Sampaio
Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
É hora!
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder
Como o que o fogo-fátuo encerra.”
“Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…”
“É a hora!”
Faço minhas as palavras desnudas e cruas, desse grande vulto da poesia portuguesa (e não só) chamado: Fernando Pessoa. É chegada a hora de recobramos a consciência nacional, determo-nos por um instante no azul do mar, olharmos a imensa e infinita abóbada celeste, abafarmos num só sopro o ruído dos ventos contrários e… “escutarmos o silêncio”.
A “voz do silêncio” propiciará a clarividência, a concentração e inspiração necessárias, a fim de analisarmos friamente - mas apaixonadamente -, a situação em que se encontra submerso o Portugal de hoje. Esse desiderato só será alcançado se colhermos os ensinamentos do passado, para não cometermos os mesmos erros no presente, e prepararmos convenientemente e com os pés bem assentes no chão o futuro, em suma: conhecer o passado, compreender o presente e anunciar o futuro.
Os arlequins políticos desde sempre trataram de lograr os crédulos eleitores, por meio de promessas messiânicas, fanfarronas e apelativas, quais setas atiradas por Cupido aos sôfregos corações. Caros amigos e amigas, não mais consintam ser enganados por “eles”, e evitem as esparrelas eleitoralistas meticulosamente urdidas nos bastidores pelos assalariados do poder.
Dom Sebastião é morto! Feneceu em Alcácer Quibir, em pleno Norte de África, Marrocos. O seu epíteto é o “desejado”, e muitos são os que aproveitando a maré das circunstâncias se lançam à deriva no difuso oceano das vãs promessas e encarnam a figura do malogrado rei. Anunciam-se mundividentes messias em carne e osso, despidos de pecado, concebidos à imagem de Deus, brandindo nos ares a panaceia salvífica…espécie de leilão público para inglês (ou português?) ver.
É hora de dissiparmos a névoa que nos embaça e nos embaraça o horizonte, e vermos além daquilo que nos querem impingir: o Portugal deles! Com a breca! Portugal é dos portugueses, esses sim foram os obreiros da Nação, e não os que agora se servem dele para saciarem as suas (in) saciáveis gulas. Flamejantes “Pais da Pátria” não nos infamem a memória colectiva, o nosso ADN, esse é indelével, insusceptível de ser apagado dos anais da história.
É hora de sentirmos o Portugal a arder dentro do peito lusitano, largarmos a âncora e velejarmos em direcção a um novo País: novas rotas com navegadores mais habilitados e merecedores da nossa confiança. Basta de fariseus no templo (e no tempo) sagrado, estamos fartos da vossa torrencial e falaciosa prosápia!
Concluo com um último apontamento: magnatas da direita, aceitamos o capitalismo, mas não o de cariz selvagem! O “venha a nós o vosso reino” não nos seduz, tampouco reluz. Revolucionários da esquerda, dizemos sim aos direitos, liberdades, e garantias, contanto que não vos esqueçais de que há deveres a cumprir! Não queiram fazer cá da paróquia uma Sodoma ou uma Gomorra, “bacanais” não muito obrigado!
Um até já filhos de Luso…
Nuno Capucho Sampaio
Sábado, 17 de Julho de 2010
A Política deles
Mas afinal o que é que se entende por Política? Hoje em dia, são poucos os que verdadeiramente se interessam por ela. Os Portugueses andam descrentes, fruto da enorme descredibilização a que foi e continua sendo sujeita pela esmagadora maioria da classe que a representa.
Nuno Capucho Sampaio